EU SOU O AMOR. DA CABEÇA AOS PÉS

14/01/2021 01:14

A tua visão de liberdade é temos os mesmo rosto pra sobreviver , SUBVERTER A LOCALIZAÇÃO e enganar a bússola de D. Pedro II e de todo Brasil império .

O meu rosto cabocla me reativa o chip da lilith negra que cobre a minha bisa indígena oculta que vive na variaçao da cor dos meus olhos, entre castanho e preto. Meu dna é o que nos liga.  E navegamos entre os rios Guamá, Moju, Cametá, Marajó, e nas costas dessa ilha o canal dos rios (des)amazona-se. Livres as ikamiabas...me botavam no meu peito o que somos por natureza mulheres fálicas, da ancestral que nasceu nas matas e nunca teve senhor. 

O Muirikitã que é apenas uma polaridade masculina de perfil do ser mulher no contexto de gestaçao de mulheres. É a força fêmea com juba própria que nos alimenta.

Seguimos assim com o tamanho do meu cabelo tradicional pós moderno que é só teu. Nem longos, nem pequenos vivem no front da liberdade.

Alguns cortejos no meu movimento, uma sombra queria me tomar e me forçar, sem ser força sábia para seu ego heteropatriarcal e retirar o lugar do desejo natural da mordida na maçã do amor apaixonada.  A invídia é o fundamento da sociedade machista.

De todo modo logo afastada pela paixão leão fêmea que zela por mim invisível pelo equilíbrio infinito da kudalini anaconda.

Que não habita nas costas de nada e muito menos faz perfil machista sem útero.

 O amor-paixao tal qual a descolonizaçao da cartografia histórica dos rios que segue a intuiçao da mãe terra e tem a sombra divina do grande ancestral dessas terras que não faz mal a quem lhe enxerga e o reverencia é o sagrado tronco craniano que guarda a morte e a vida originária de quem tem ligação com os antigos povos da terra. Não importando se é da mesma etnia, apresentam-se, ás vezes, por meio do arquétipo que pode ser o real aliado para dias de trabalhos, debates e defesas se está no contexto do aconselhamento sábio que toda caminhada precisa.

Nao é o novo opressor dos tempos machistas. Nos tempos científicos de mulheres não há paternalismo pra tirar o lugar de mulher. Foi apenas o bom conselho de quem sabe ser ancião dos tempos raciais aliados que se faz boa sombra a toda mulher contra ataques machistas para deslegitimar seus direitos. E do lado, o conselho negro de pretos e pretas velhas que garantem o bloqueio de toda intervenção infantil do subordinado novo opressor branco.

O respeito a todas as autoras originais etnico-raciais que estão por se fazer.  E dirigir seus próprios projetos fortalecidos pela direção daquele novo estado de retomada do caminho da volta na Abya Yala e no Atlântico negro. E longe de ser o Estado Novo, pois já se fazia dos tempos antigos da contra colonização.

A força é aquela soma que gera o número onze que vem do oito daquele número uno de abertura. E somente nós temos o rosto certo compatível e as raízes capilares para entendermos o que nos aproxima. E não faz ninguém desistir e ir embora das numerações de nossas posições. Não existe confusão no rio grande mãe da contemplação que une comunidades irmãs.

 E junto com as coordenadorias municipais de mulheres que apenas abre para quem não agride e nao atrapalha o amor de mulher para mulher. E ninguém força para ser par. Pois se já somos um. Combatem todos os tipos de racismo, machismos e homofobias.

Na escuta e ouvindo tudo a filha da África amiga, parida pela mãe cabocla no pós colonizaçao tem os nossos velhos olhos dessa terra pindorâmica... 

Ela nunca esquece que escapou do estupro dos olhos esvedeados europeus e do pacote de compra de perfis sociais etnicos da Escola de fantasia da Igreja Católica sudestina do tempos de quando os índios eram vassalos, logo é importante fazer a defensoria junto com o conselho ajuricaba zumbi comunicador aliado das irmãs quilombolas, indígenas e ribeirinhas.

Em cor púrpura juvenil se sentiam donas de espaços privados que logo americanizavam, furtavam objetos inanimados, pois a diretora rica e branca se sentia o reflexo da própria jovem menina, a púrpura, longe de ser a Mangueira do igarapé das almas dos reflexos originários! Entre indígenas e caboclas, rostos que se encontravam, logo ali na frente é o território dos pretos, nossos amigos lá também haviam alguns parentes nossos...

A fantasia elitista inconformada de não ter a paixão autoral original e essa se mostrou maior do que imaginava, justamente a filha do velho ribeirinho, logo subestimada a ser algum tipo de serva a nobreza, nao foi assim que aconteceu. Por sorte na história há histórias de revoltas e resistências dos povos.

 E pior essa escola de fantasias foi ficando quando percebeu que não é a interprete das composições da direção daquele velho e jovem maduro Estado, logo não faz parte das bocas que cantam os conteúdos de lutas étnicas e também sem os olhos da paixão original das entranhas ribeirinhas.  A dona rica da escola católica paulista carioca da gema, tubarões da fiel, achava num delírio que só podia ser dela, mas deixava bater, espancar e machucar. Quem ama ou quem se faz amigo de verdade não deixa bater pelas costas de quem se apresenta de frente.

Completamente deslocada do lócus de apresentação, não tem numeração para brancos e ricos sociopatas, nem para as crias desses.

O tamanho solar do canal lunar da força que te vejo e me sinto viva de novo , oculto-me dessa vez no baú mágico do tarot com o símbolo do infinito que me abre no meu leito demarcada por uma força paixão que me tira de pesadelos. E ate me equilibra.

Trocadilho com os sobrenomes que nos livram os cabelos de nomes sem rostos.

Era o início de um poema. 

Quando emergir no rio Moju lendo Mario Quitana já havia saído da alfa e da beta, estava em um encontro incrível “mim comigo mesmo”, depois seguir para o Marajó e do alto das costas do meu avô Armindo era outro ângulo. A minha variação lunar da irís dos meus olhos é ancestral. Tem memória própria.

Imergi para emergir e te encontrei.

Gosta de poesia?  Escrever poesia em prosa é um desafio que somente as boas mensagens divinas me conduzem.

Eu me amo e renasço nos dias que não me traio e me ilumino e consigo me ver de frente de onde posso chegar e me ter. Com a frente, costas e lados que vai ser e ter. 

Se eu moro dentro de mim e o "mim comigo mesmo" mora na Amazonia”? E na capital resisto e existo.

Se somente eu sei da pele que habito. Nao é escola de carnaval dos padres católicos sudestinos que vivem em fantasias as quais pensam ser minhas. Se nem uso fantasia. Prefiro guardar toda verdade para quando amor recíproco chegar, livre e ensolarada, já saiu da escuridão e do tronco grávido escondido no meu perfil fálico que somente nós sabemos, e sem fantasias, eu e você não vivemos nelas.

É a paixão única cadastrada com meu nome e rosto de personalidade juridica sem branquitude envolvida. Ah, o equilíbrio lemniscata é o número pioneiro, se até nos meus 40 anos, ou no 1 + 3 ; ou nos 405 anos de Belém estás presente, pois já existíamos desde a primeira à vista.

Não há vestimentas para homens que vendem a ancestralidade para brancos como se fossem marcas de roupas e vivem subordinados.

O amor que me habita não é oração subordinada sem rosto, sem coesão, sem sonhos coletivos. É real e forte.

E longe de ser o chocolote sonho de valsa do fantasma Batista Campos sem noção da Amazônia que moramos.

Ou muito menos vive num pote branco de manteiga segurado pela réplica criança da forçada Elis regina, maquilada.

Afinal, eu moro, também, no baú de cartas que protege meus olhos de ribeirinhas advindos das antigas sociedades indígenas e ainda que tenha a relação afroindígena. É histórico. Foram mais de 500 anos de contato.