Cópia fiel

22/12/2020 01:27

por Alanna Souto

O equilíbrio te alimenta com as melhores poesias. 

Te rega, te segura, faz massagem nos teus cabelos longos.

De juba ameríndia.

Desamarra nós.

Sorrir quando te vejo sorrindo.

Algo em ti não está em paz.

Te leva pra cima do alto da minha estrutura espiritual.

E embalo , encaixo e fixa.

E te beijo em um logo ritual.

Acordas...e se depara sozinha, sem o amor, com seu guia anti héroi sem reflexo.

Não é dele, o que está dentro de ti. O elo do cordão umbilical.

Do nosso útero universal.

E se as sombras... querem te roubar a beija flor. Ficas sem autor.

És tua a girassol amarela.

E se de repente desapareço te cria desassossego interior.

Te enlouqueço...

No tempo lemniscata te vejo, não sei se me perco.

Pega na minha mão e vem comigo. Garimpa minha memória.

Localizamos um cristal das profundezas do canal.

No silêncio te escuto e nunca foi tão recíproco,

Só dói um pouco. A falta do teu “falo” no meu “falo”.

O sentir da paixão reprimida...dói, massageio de novo.

Gira o relógio, acordas e dessa vez

Tem hora marcada. Calor, voz e endereço. 

Não é nas águas do “agora”. No porvir do próximo “amanhã”

Algo despenca de sua estrutura? Não. Tudo já estavas no chão.

Era apenas a cama do Zé do caixão.

Mas do alto daquela altiva, generosa e observadora paixão

Chegas e desaba as candidaturas sombrias.

Inexistentes

Se é apenas você o número que tem encaixado na minha alquimia de poeta.

E da minha porta entrada de maga, abrimos outras portas.

E na nossa cova entramos. Sob olhos nos olhos... fechamos a porta.